O Ilhós vai cair! E agora? Como salvar a peça (e sua reputação) com um truque simples.
Você recebe uma peça linda, de uma marca valorizada como a Animale, para uma tarefa que parece simples: trocar o elástico. Mas, ao começar o trabalho, sente que o ilhós está "sambando" e prestes a soltar. Bate aquele frio na barriga que toda costureira de ajustes conhece bem, não é? 😰😰😰
O risco aqui é real: se esse acabamento cai na mão da cliente, o prejuízo tanto financeiro quanto para a nossa imagem acaba sendo nosso. Afinal, a cliente pode facilmente pensar que foi descuido durante o manuseio no ateliê.
"Mas Erika, não era só bater outro ilhós?"
Muita gente me pergunta isso! Em tese, sim. Mas na prática, precisamos avaliar o material. Nesse caso, o tecido é extremamente fino e frágil.
Recolocar um novo componente daria muito mais trabalho, pois eu teria que abrir todo o cós. Além disso, eu teria que usar um ilhós que não é o original da marca e ainda correria o risco de danificar o tecido de vez na prensa. Às vezes, o "corre" do dia a dia nos faz pular a etapa de avaliar a peça detalhadamente na frente da cliente um erro que precisamos evitar ao máximo mas, quando acontece, a solução precisa ser inteligente.
Assista ao vídeo abaixo para ver como resolvi isso de forma segura:
O Passo a Passo da Técnica
Para salvar o ilhós sem precisar de matriz ou máquinas, siga esses pontos:
Escolha da linha: Use exatamente a mesma cor do tecido. O objetivo aqui é que a costura seja 100% invisível.
Ponto de segurança: Comece com um arremate inicial firme na região onde o tecido está mais gasto ou desfiando.
A técnica do "abraço": Vá subindo e descendo com a agulha bem rente à borda metálica, "puxando" as tramas do tecido para dentro do ilhós. Isso cria uma nova base de sustentação.
Cuidado com o túnel: Tenha atenção redobrada para não atravessar a costura e fechar o canal por onde passa o cordão ou elástico. O espaço interno precisa continuar livre!
Conclusão
No mundo dos ajustes, o nosso diferencial é o zelo. Resolver um problema desses de forma discreta entrega valor para a cliente e mostra que você domina a técnica e respeita a peça que está nas suas mãos.
Gostou dessa dica? Já passou por algum "sufoco" parecido com alguma peça? Me conta aqui nos comentários!



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